Atualmente, a vida é caracterizada pela velocidade
constante, o imediatismo e o culto ao hedonismo. São cada vez mais raras, as
pessoas que buscam em seu íntimo, a essência da vida, que consiste na contemplação
da potencialidade interior.
O Eremita é caracterizado por um homem envolto em um hábito
de monge, semblante envelhecido, que indica a sabedoria, com uma postura
curvada, sugerindo introspecção, ao mesmo tempo em que carrega o cajado que
demonstra a força nos caminhos, no equilíbrio, e a luz, que ostenta em sua mão,
cujo simbolismo é a chama do seu coração, a alma que ilumina os caminhos, a fé
raciocinada.
Acredito que todos nós quando buscamos peregrinar em busca
de nossas verdades, encarnamos o eremita, que nada mais é do que a
personificação da busca da verdade, do autoconhecimento, pois o eremita
reconhece a luz que leva dentro de si e o que ele enseja, é fazer com que essa
luz possa iluminar o seu caminho e dos demais.
O eremita se abriga nas cavernas, lugares lúgubres, escuros,
onde goza de completa solitude, é neste local que ele sente a natureza da vida,
pois ao silenciar todos os seus sentidos e abnegar-se de si mesmo, como o faz
em sua jornada, com o seu semblante resignado, ele consegue enxergar a verdade,
por intermédio dos olhos da alma.
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