domingo, 30 de setembro de 2012

O Eremita






Atualmente, a vida é caracterizada pela velocidade constante, o imediatismo e o culto ao hedonismo. São cada vez mais raras, as pessoas que buscam em seu íntimo, a essência da vida, que consiste na contemplação da potencialidade interior.

O Eremita é caracterizado por um homem envolto em um hábito de monge, semblante envelhecido, que indica a sabedoria, com uma postura curvada, sugerindo introspecção, ao mesmo tempo em que carrega o cajado que demonstra a força nos caminhos, no equilíbrio, e a luz, que ostenta em sua mão, cujo simbolismo é a chama do seu coração, a alma que ilumina os caminhos, a fé raciocinada.

Acredito que todos nós quando buscamos peregrinar em busca de nossas verdades, encarnamos o eremita, que nada mais é do que a personificação da busca da verdade, do autoconhecimento, pois o eremita reconhece a luz que leva dentro de si e o que ele enseja, é fazer com que essa luz possa iluminar o seu caminho e dos demais.

O eremita se abriga nas cavernas, lugares lúgubres, escuros, onde goza de completa solitude, é neste local que ele sente a natureza da vida, pois ao silenciar todos os seus sentidos e abnegar-se de si mesmo, como o faz em sua jornada, com o seu semblante resignado, ele consegue enxergar a verdade, por intermédio dos olhos da alma.

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