domingo, 31 de agosto de 2014

Romagem do Eremita

O Eremita, após visitar diversos vilarejos, reflete:

Em nossas vidas, vislumbramos diversas injustiças, que nos abalam profundamente.

Seja a miséria, a riqueza, violência, as desigualdades sociais, o prestigio de uns o desprezo de outros.
Ocorre que, ao deixarmos que essas sensações de raiva e tristeza se perpetuem em nossos corações, anulamos o amor, além de não reparar o mal, já que não se pode reparar um mal com um outro mal.

Ademais, adentramos em um torvelinho de emoções que não nos pertencem, o que agrava nosso fardo e torna o caminhar mais denso e vagaroso. Como podeis ajudar o próximo em sua bagagem, se nem ao menos consegue carregar a vossa?


Apenas o amor poderá nos fortalecer e transformar essas realidades. Compete a nós elevá-lo à mais alta estrela social, e sendo assim, a caridade será a panaceia do mundo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

É assim que deve ser

Em nosso íntimo sabemos quais são os nossos anseios e desejos. Todavia, por que aquilo que idealizamos muitas vezes não se concretiza?
Por acaso a natureza, representação da harmonia celestial, ao incessantemente desejar a chuva em meio à estiagem é atendida? Ou mesmo os pássaros que imploram o fim das tempestades são atendidos? 
A magna natura, na infinita impressão da sabedoria do criador, nos demonstra o importante exemplo da resignação. Em sussurros o vento diz: “é assim que deve ser...”
É assim que deve ser em nossas vidas, mas por que optamos pela revolta infundada diante daquilo que nos acomete por um propósito maior? Estaria o ser humano tão cheio de si a ponto de imaginar que não existem propósitos maiores do que os seus?
Talvez sim, e isso explica muitas coisas...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mente plena, coração são

O tempo e os ruídos se silenciam. Agora, meus olhos e mente percorrem a senda infinita do conhecimento.
Cada palavra é um fragmento de mim, e como tal, necessita de junção para que eu me conecte à minha essência. No final, tudo se resume à unidade, ao alinhamento de nossas naturezas.
E eis que eu, absorto em minha caverna, me utilizo da escrita para promover a ordem do meu caos, pois, reiterada vezes, tento silenciar meus pensamentos, mas são como nascentes infinitas que jamais deixam de brotar.
Como podemos impedir o fluxo da vida, se esta nos é inerente? Eu quero mais é me banhar, com todos os meus medos, desejos e fraquezas, e deixá-lo que me inunde, e na minha nudez suposta de peregrino espiritual, que eu possa ao menos sentir a centelha que tanto busco.
A anima primordial - Minh'alma.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Bem aventurança da Ventura

Bem aventurado os venturosos!
Veja o homem, constantemente incontente com a sua vida.
Almeja novas aventuras, experiências e sensações.
No entanto, ainda que as consiga, novamente quer mais, mais e mais.
É um ciclo sem fim, que perdura a vida inteira.
Até que o homem, no seu pretexto conhecimento, descobre que não saiu do lugar.
Por quê?
Porque vida, o que nos anima, advém de dentro de nós e a isso não se atribui outros locais físicos ou geográficos. Estamos falando da busca para com a nossa verdade, um senso de direção, de justiça.
Em nossa senda, comumente, desviamos o fluxo de nossos passos, para aquilo que chama a atenção de nossos olhos ou sensações.
No entanto, devemos prosseguir no caminho, destilar as paisagens que a vida nos proporciona, mas jamais esquecer de prosseguir no caminho.
Eis o caminho do coração.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Projeção

Até quando vamos nos projetar em relação ao outro?
Nos compararmos de acordo com as pretensões e conquistas alheias?
Se o outro se destaca e está aprendendo cada vez mais, deveríamos nos inspirar e não nos sentirmos menores. É uma alma que poderá trazer mais luz à este planeta.
Como as armadilhas do ego são cruéis, se já não bastasse a nossa auto sabotagem, nos permitimos sermos reféns da projeção.
Atente-se! Todos somos inteiros, é no individual que existe o coletivo, uma vez que, reconhecendo a nossa essência espiritual, estamos reconhecendo a partícula primordial que nos une.
Semelhante a imagem que se propaga com o reflexo de um rio, projetar-se é legitimar a falsidade do ego.
Portanto, Avante! Resguarde-se em sua caverna e abra o seu coração!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Amor e Gratidão

O Eremita despertou para um novo dia, com a seguinte mensagem:
Não Julgar e não melindrar.
Refletiu, o porquê disso, já que na noite anterior, havia pedido aos céus que o direcionassem para a serenidade interior.
E assim compreendeu:
Quem julga escraviza o amor e aquele que melindra anula a gratidão.
Amar é se libertar e gratidão é reverenciar a evolução.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Verdadeiro Conhecimento

O Eremita, nos recônditos de sua alma, promove a catarse interior:
Conhecimentos, Conhecimentos e Conhecimentos....Quanto conhecimento a humanidade já produziu!

Em suas elucubrações e conjecturas, um vazio se apossa de sua alma, sensação fúnebre que ameaça perturbar a sua serenidade e esvair a fé que ostenta como seu lampião.

O Eremita por ora, se lamenta, de estar tão distante do conhecimento, se isolara de tudo em busca de sua verdade, da real sabedoria - medita.
O vazio continua a corroer, como uma voz que o julga: "Você não está contribuindo com o conhecimento? Qual é a sua contribuição para a Humanidade? Quantos livros já escreveu? Que assunto já desenvolveu?

 - Maldita quimera! - Desabafa o hierofante. E se refugia em sua caverna, seu centro e começa a refletir.
Por que estou me comparando aos demais? Esqueci o meu propósito? Vãs filosofias de vida, nada passam senão de poeira! Tudo é transitório, não percebem? Gabam-se de deterem determinada perícia, mas e suas almas frágeis? Relegam-se ao ego que consomem a sua natureza.

Na sua retidão, a sua luz o ilumina sobre o seu propósito e constata que há uma área que o ser humano tem negligenciado - a doce arte de seus sentimentos.

E assim, exclama: "Não sou o tem que ser, eu Sou".