O Eremita, após visitar diversos vilarejos, reflete:
Em nossas vidas, vislumbramos diversas
injustiças, que nos abalam profundamente.
Seja a miséria, a riqueza, violência, as desigualdades
sociais, o prestigio de uns o desprezo de outros.
Ocorre que, ao deixarmos que essas sensações de
raiva e tristeza se perpetuem em nossos corações, anulamos o amor, além de não
reparar o mal, já que não se pode reparar um mal com um outro mal.
Ademais, adentramos em um torvelinho de emoções
que não nos pertencem, o que agrava nosso fardo e torna o caminhar mais denso e
vagaroso. Como podeis ajudar o próximo em sua bagagem, se nem ao menos consegue
carregar a vossa?
Apenas o amor poderá nos fortalecer e transformar
essas realidades. Compete a nós elevá-lo à mais alta estrela social, e sendo
assim, a caridade será a panaceia do mundo.